Charles Babbage: quem foi o engenheiro “pai do computador”


A exposição “Chatô e os Diários Associados – 100 anos de Paixão” está em cartaz até 24 de setembro no Museu da Imagem e do Som, no Rio de Janeiro, celebrando o legado de Assis Chateubriand, uma figura central da Comunicação do século 20. Comemorando o centenário da fundação do conglomerado Diários Associados, a mostra apresenta uma narrativa envolvente sobre a trajetória de Chateubriand, destacando seu impacto na mídia brasileira por meio de recursos interativos. O curador Marcos Nauer enfatiza que a experiência vai além de uma simples retrospectiva, permitindo que os visitantes sintam a influência de Chateubriand na construção da comunicação contemporânea no Brasil.
Uma narrativa interativa
A mostra é dividida em cinco estações temáticas que recriam importantes marcos na comunicação brasileira. Em cada estação, os visitantes encontram diferentes formas de interagir com a história. Nauer explica que, na área dedicada aos jornais, é possível tocar e observar exemplares históricos, enquanto na seção de rádio, ouvintes podem acessar áudios originais de programas da famosa Era de Ouro da Rádio Tupi. Para a televisão, a exposição apresenta desde a chegada dos primeiros equipamentos de TV até os momentos finais de exibição dessa rede.
Inovação através da tecnologia
Um dos elementos mais inovadores da exposição é o uso de uma inteligência artificial chamada Orion Nova, criada especificamente para o evento. Os visitantes têm a oportunidade de interagir com essa tecnologia, criando diálogos e conteúdos, o que representa um avanço significativo na forma de contar histórias sobre a comunicação. Nauer afirma que “é um dos momentos mais inovadores da nossa exposição”, ressaltando como essa ferramenta adiciona uma dimensão atual ao legado de Chateubriand.
A importância de Chateubriand
A figura de Assis Chateubriand é descrita por Nauer como um “arquiteto simbólico da opinião pública brasileira”. Ele não só moldou a mídia, mas também influenciou a percepção de verdade e narrativas ao longo da história do país. Em tempos onde fake news e manipulações tecnológicas são comuns, revisitar a obra de Chatô se torna fundamental para entender as origens da comunicação que vivenciamos hoje.
O projeto também inclui mediação educativa voltada para alunos e grupos escolares, ampliando o alcance do conhecimento sobre essa importante figura e seu impacto na comunicação. A entrada para a exposição é franca, convidando todos a se conectarem com esse legado histórico.
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