Fiocruz E Ems Firmam Acordo Para Produzir Canetas Emagrecedoras No Brasil
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Saúde

Fiocruz e EMS firmam acordo para produzir canetas emagrecedoras no Brasil

7 agosto 2025  ∗  Redação

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e a farmacêutica EMS anunciaram um acordo para produzir no Brasil as substâncias liraglutida e semaglutida, usadas em canetas emagrecedoras, marcando uma nova etapa na indústria farmacêutica nacional. Inicialmente, a produção será na fábrica da EMS em Hortolândia, São Paulo, antes da transferência da tecnologia para o Complexo Tecnológico de Medicamentos de Farmanguinhos, no Rio de Janeiro. Este avanço visa fortalecer a produção de medicamentos de alta complexidade no país, enquanto a compra e uso desses produtos estão sob monitoramento rigoroso pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) devido a preocupações de saúde pública.

Em tom de otimismo, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, usou sua rede social para comemorar o acordo com a farmacêutica brasileira.

Primeiro, produção e comercialização nacional de um produto brasileiro para controle de diabetes, que também é utilizado para controle da obesidade. Aquelas canetinhas que o pessoal está usando direto por aí, baixando o preço para população. Segundo, a Anvisa fez um chamado para que outras empresas que possuam produtos como esse, chamados peptídeos, corram para registrar seus produtos na Anvisa, para analisar a qualidade, para a gente ter mais concorrência e mais produção nacional no país. Terceiro, um grande acordo da empresa nacional brasileira com a Fiocruz para transferência de tecnologia.

A expectativa agora é que as canetas emagrecedoras possam ser incorporadas ao Sistema Único de Saúde, baixando os preços do medicamento no mercado.

Em junho, a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS abriu consulta pública para receber opiniões da população a respeito da inclusão da semaglutida nos serviços públicos de saúde.

As contribuições vão ajudar a embasar um parecer da comissão, recomendando ou não que o medicamento seja agregado ao Sistema Único de Saúde.

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