Anabolizantes Elevam Risco Cardiovascular E Alarmam Especialistas
Foto: José Cruz/Agência Brasil
Saúde

Anabolizantes elevam risco cardiovascular e alarmam especialistas

8 agosto 2025  ∗  Redação

No Dia Mundial de Combate ao Colesterol, celebrado nesta sexta-feira (8), a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) destaca o uso indiscriminado de anabolizantes como um crescente e silencioso fator de risco cardiovascular, principalmente entre jovens. Anabolizantes, substâncias similares ao hormônio testosterona, são frequentemente usados para hipertrofia muscular visando o aprimoramento estético ou esportivo. Estudos recentes revelam que essas substâncias reduzem o colesterol bom (HDL) e aumentam o colesterol ruim (LDL), além de afetarem gravemente a saúde metabólica, promovendo resistência à insulina e acúmulo de gordura visceral. Essas alterações podem conduzir à síndrome metabólica, amplamente associada a eventos cardiovasculares como infarto e AVC. A SBEM reforça a urgência em se buscar acompanhamento médico e informação de qualidade para evitar intervenções prejudiciais ao metabolismo.

Uso de anabolizantes preocupa especialistas em saúde cardiovascular

Em contrapartida, elas reduzem significativamente o HDL, conhecido como colesterol bom, e aumentam o LDL, o colesterol ruim. Além disso, promovem resistência à insulina, acúmulo de gordura visceral e outros fatores associados à chamada síndrome metabólica, condição clínica que aumenta o risco cardiovascular de maneira marcante.

Entre os usuários, foram observadas alterações significativas no perfil lipídico e hepático, como queda expressiva no colesterol HDL, aumento nas enzimas hepáticas ALT e AST e alterações em enzimas ligadas ao metabolismo de ácidos graxos, destacou a entidade.

O conjunto desses fatores configura a síndrome metabólica, fortemente associada a infarto e acidente vascular cerebral (AVC). O estudo ainda destaca que, mesmo após a interrupção do uso, o organismo pode manter alterações hormonais e inflamatórias que perpetuam esses riscos, destacou a SBEM.

Há relatos de infarto precoce em pessoas com menos de 40 anos, sem histórico familiar, mas com uso frequente dessas substâncias, alertou.

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