Charles Babbage: quem foi o engenheiro “pai do computador”


Faustão passou por um transplante de fígado e um retransplante de rim no Einstein Hospital Israelita, em São Paulo, após enfrentar complicações de saúde que incluíam uma rejeição ao rim previamente transplantado. O apresentador, que está internado desde maio devido a uma infecção bacteriana grave, precisou retornar às sessões de hemodiálise por conta do novo quadro renal. Retransplantes são indicados quando um órgão previamente transplantado cessa seu funcionamento, algo que pode ocorrer por rejeição ou complicações como o retorno da doença original do paciente. Embora mais arriscado que o primeiro transplante, um retransplante pode ainda ser mais benéfico do que manter o paciente em diálise.
Retransplante renal em destaque: causas, riscos e cuidados essenciais
Um retransplante se torna necessário quando um órgão transplantado para de funcionar de forma irreversível. No caso dos rins, isso ocorre quando o órgão já transplantado falha em realizar a filtragem adequada do sangue. Luís Edmundo da Fonseca, hepatologista do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, destaca que causas como rejeição do órgão, efeito tóxico de imunossupressores, ou o retorno da doença original podem levar ao falhas de transplantes. Fonseca aponta também que medicamentos imunossupressores necessários para prevenir rejeição podem afetar a função renal.
No caso de Faustão, que passou por transplantes de coração e posteriormente de rim, o organismo rejeitou o novo rim pouco após o implante, levando o apresentador a realizar hemodiálise regularmente. Segundo o Einstein, Faustão foi internado em 21 de maio devido a uma infeção bacteriana aguda com sepse, que pode comprometer a função renal irreversivelmente. Fonseca enfatiza que, mesmo em pessoas que não passaram por transplantes, condições agudas como a sepse podem afetar a função renal.
Quanto tempo dura um rim transplantado?
A longevidade de um rim transplantado, livre de complicações ou rejeições, pode se estender por décadas. Todavia, variáveis como a idade dos envolvidos no processo de doação e as condições clínicas do receptor são fatores importantes. Diferente do fígado, que não é impactado pelo envelhecimento, a idade do doador é uma preocupação importante para o sucesso de um transplante renal.
Cuidados pós-retransplantes são semelhantes aos adotados após o primeiro procedimento, com especial atenção a terapias que minimizem o risco de rejeição. As taxas de sucesso são levemente menores no segundo transplante, mas o resultado costuma ser preferível à manutenção da diálise.
Quando é necessário um transplante de fígado?
Não é raro que transplantes de fígado e rim sejam realizados simultaneamente, como observado no caso de Faustão, sendo um procedimento possível em situações de doenças que afetam ambos os órgãos, como diabetes. As causas mais comuns para transplantes de fígado incluem hepatites crônicas, consumo excessivo de álcool, e esteatose hepática, associada globalmente à obesidade. Casos agudos, como falência hepática induzida por medicamentos, também são significativos.







