Charles Babbage: quem foi o engenheiro “pai do computador”


Alunas do Colégio Estadual Governador Luiz Viana Filho – em tempo integral, em Guanambi (BA) – desenvolveram um inovador creme antiacne à base de tomate-cereja. A ideia surgiu quando Valéria Pereira utilizava o tomate-cereja como esfoliante para remover cravos, espinhas e excesso de oleosidade da pele, e, junto com Eduarda Diamantino e sob orientação da professora Elizangela Souza, iniciou pesquisas sobre o potencial dermatológico do ingrediente.
O creme aproveita o poder antioxidante do licopeno – um carotenoide presente no tomate que protege a pele, ajudando a prevenir o envelhecimento e a reduzir rugas, manchas e até melasma. A fórmula inclui ainda glicerina, um hidratante umectante que restaura o brilho e a hidratação, promovendo uma aparência mais saudável.
Com apoio da Secretaria da Educação da Bahia (SEC), o grupo concluiu a primeira fase de testes, aplicando o produto em seis voluntários durante um mês. Os resultados indicaram redução da oleosidade e controle visível da acne – um sinal promissor para a continuidade do projeto.
O mercado de cosméticos no Brasil e o impacto da inovação
O Brasil ocupa atualmente a quarta posição no ranking mundial de consumo de cosméticos, ficando atrás apenas de Estados Unidos, China e Japão. O setor movimenta bilhões de reais anualmente, impulsionado pela forte cultura de cuidado com a aparência e pela crescente busca por produtos naturais, sustentáveis e acessíveis.
Nesse cenário, o desenvolvimento de um cosmético antiacne à base de tomate-cereja representa uma verdadeira revolução. Ele alia ciência, inovação e recursos naturais locais, oferecendo uma alternativa menos agressiva em comparação a fórmulas químicas tradicionais. Além de atender ao público jovem, que sofre mais com a acne, o produto pode abrir espaço para parcerias com a indústria farmacêutica e cosmética, fortalecendo a pesquisa acadêmica e estimulando o empreendedorismo no interior do país.






